ENTENDEU????? EU NAÕ!!!!
Resolvi "puxar o saco" do meu sogro mesmo! No "post" anterior, eu dizia que nossa santa terrinha é "sui generis", exótica, ou heterodoxa, como queiram. Quase que no mesmo dia dos pronunciamentos do Ministro Gilmar Mendes e do "grande" Dr. Tarso Genro, a imprensa deu destaque à decisão do Dr. Luís Carlos Cândido Martins Sotero, Presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, que determinou a suspensão da dispensa de cerca de 4.000 funcionários pela Embraer. Confesso que achei estranho! Durante muitos anos, no início da carreira profissional, trabalhei no Departamento de Pessoal de algumas empresas. Sempre soube, desde que comecei a trabalhar, que o dono da empresa para a qual trabalhava, era também o dono do cargo que eu exercia, fosse qual fosse. Aprendi, também, que graças à lei, eu tinha garantias caso fosse demitido. O dono da empresa podia me mandar embora quando quisesse, mas teria que me pagar uma indenização. Azar o dele! Pois era! Na opinião do Desembargador Presidente do TRT, agora não é mais assim. E não é porque a lei tenha mudado. Segundo o ilustre Desembargador, agora, se o dono da empresa quiser mandar alguém embora, deve primeiro comunicar o Sindicato da categoria e negociar com a representação sindical. Não importa mais se o dono da empresa vai pagar a indenização estabelecida em lei. Se o Sindicato não for comunicado, a decisão do empregador não vale. Pois é o que aconteceu no caso da dispensa dos funcionários da EMBRAER. O patrão mandou embora, ia pagar a "indenização", mas o TRT de Campinas, nos autos de ação promovida pelo representação sindical, suspendeu as demissões porque a empresa não havia negociado com o Sindicato. Não se trata aqui de achar normal uma dispensa em massa, ou que pouco importam as pessoas que perderão o emprego. Trata-se apenas da correta aplicação da lei, e do direito que tem o Estado de intervir em decisões absolutamente legais, adotadas por instituições privadas. Ao determinar a suspensão das demissões, o Estado, representado pelo Juiz, meteu a colher onde não devia, ou melhor ainda, onde a lei não autoriza, ou seja, em negócio jurídico, não proibido por lei, de natureza absolutamente privada e, pior ainda, transferiu parte do poder discricionário de decidir, a um terceiro, como se este terceiro fosse sócio da empresa. Agora, além do Estado, o patrão passou a ter, também, o sindicato como sócio. Como esta terrinha de meu Deus é "sui generis", exótica ou heterodoxa, como queiram, penso que acabou de ser criado o regime do Sócio Capitalismo Sindical, ou do Capitalismo Social Proletario, ou ainda do Capitalismo Comuno Social, ou talvez do Comuno Capital Socialista. É o fim da picada, mas é o que vem acontecendo e todos se calam, como se não fosse conosco. Um dia será!
Escrito por Marcão Pacheco às 11h07
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BRASIL ZIL ZIL ZIL ZILLLLLLLL!
Já estou fazendo jus à terra em que nasci. Vagabunnnnnnnnndo! Preguiçooooooooooooso! Macunaímico mesmo. Mas, "vamo que vamo"! Fui cobrado, pelo Almir, meu sogro, com toda razão, primeiro, para voltar a postar; segundo, como êle respira política, para um comentário crítico sobre alguns dos muitos acontecimentos que ultimamente tem sido objetos de noticia no País. Confesso que, apesar de haver dito que trataria também de política neste espaço, não tenho me animado muito em fazê-lo. Até por desencanto. Mas, sabe como é, "o cliente, digo, o leitor sempre tem razão"! Além disso, algumas coisas que acontecem por estas terras de meu Deus, parece que só acontecem aqui mesmo. Vou olhar para um dos casos recentes. Nossa terrinha é no mínimo "sui generis"...., exótica...., heterodoxa...., como queiram. Dia destes, a imprensa noticiou novas invasões de terras pelo MST, inclusive, com o assassinato de quatro vigias de uma fazenda em Pernambuco. Como sempre, foram ouvidas algumas autoridades e "coordenadores" do movimento. A mais alta autoridade ouvida foi o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, que do alto do cargo que ocupa, de Presidente de Poder Constitucional, de maneira ousada, não se omitindo, declara à Nação, ser inaceitável, que organizações que agem fora da lei, sejam mantidas, ou, subvencionadas com dinheiro público, como é o caso do MST. Em terras outras, onde o império da lei não tem cor ideológica, a fala do Ministro, Presidente do Supremo Tribunal Federal, não passaria de uma declaração sobre o óbvio. Porém, nossa santa terrinha, como já disse, é "sui generis", ou exótica, ou heterodoxa, ou seja lá como queiram.....; em seguida, surge também na telinha da diversão noturna nacional, o Ministro da Justiça, Dr. Tarso Genro. O grande estadista dos pampas, do alto dos seus 1,15 m, 1,20 m., mais ou menos, sem qualquer demérito aos anões, diz que não viu qualquer recrudescimento da violência no campo em função das invasões e do assassinato dos quatro vigias, pelo MST, apenas ações mais ousadas por parte dos movimentos sociais. Fala sério! O cara é um desastre! Criou um tremendo mal estar diplomático com um país amigo, a Itália, ao conceder refúgio ao tal Césare Battisti, condenado pela justiça italiana, e por todos os tribunais que apreciaram o caso na Europa, por assassinato. Agora, Dr. Tarso, "o grande", vem a público, falar uma bobagem desta, para minimizar um crime bárbaro, condenado, depois, até pelo Presidente da República, em ato público. Já estou até pensando em desistir de cantar, "eu sou brasileiro, com muito orgulho etc....". Acho que é por essas e outras, que o Presidente da Bolivia, país que não possui limite com o mar, para justificar a existência de seu Ministro da Marinha, citou como referência, o Ministro da Justiça do Brasil. Aliás, é bom que se diga, que por lá, no Ministério da Justiça, já passou também, no governo Fernando Henrique, o ínclito e honrado Renan, aquele mesmo, o Calheiros, de tantas glórias e traições, digo, tradições. Fala sério! O Ministério da Justiça, nos últimos tempos, tem sido o retrato do país, "sui generis", exótico, heteredoxo, ou seja lá o que for!
Escrito por Marcão Pacheco às 17h47
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